Notícias

Piketty alerta que reforma da Previdência vai aumentar desigualdade no Brasil

12/07/2019
Compartilhe

A reforma da Previdência beneficia os trabalhadores com rendimentos mais altos e prejudica os mais pobres. Por isso, amplia a desigualdade social no Brasil e impede que o país retome o crescimento. Essa é a avaliação do renomado economista francês Thomas Piketty.

Em artigo conjunto com Marc Morgan, Amory Gethin e Pedro Paulo Zahluth Bastos, publicado pelo Valor Econômico nesta quinta-feira (11), Piketty alerta para os riscos da reforma. A proposta está em tramitação na Câmara, onde já foi aprovada em primeiro turno. Caso tenha maioria em segunda votação – ainda sem data prevista, será encaminhada para o Senado. Lá precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e ser votada no plenário também em dois turnos.

O economista francês autor da obra ‘O Capital do Século 21’ já havia alertado que o Brasil não voltará a crescer enquanto não reduzir as desigualdades. Agora Piketty adverte que a reforma pode ampliar ainda mais essa concentração de renda.

Ele explica que a reforma favorece aqueles com rendimentos mais altos e empregos mais estáveis. Já os mais pobres e mais vulneráveis ao desemprego, dificilmente vão conseguir cumprir os critérios para se aposentar.

“Os trabalhadores com emprego e renda precários não terão capacidade de alcançar o tempo de contribuição requerido para se aposentar”. No entanto, “trabalhadores com emprego estável e maior renda não terão incentivos para contribuir para um sistema insustentável”, destaca.

Brasileiros só conseguem contribuir em média 5 vezes por ano

Sobre o aumento do tempo de contribuição e idade mínima previstos na reforma, o economista alerta que milhares de brasileiros vão ficar sem acesso a Previdência Social.

Para sustentar essa teoria, cita um estudo de Denise Gentil (UFRJ) e Claudio Puty (UFPA) para a Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip). A pesquisa mostra que, em média, os homens só conseguem contribuir 5,1 vezes por ano e as mulheres 4,7 vezes.

“Levar adiante a reforma da previdência nos termos atuais tornaria o Brasil um exemplo mundial de como destruir um sistema solidário de previdência e aumentar a desigualdade”.

O economista sugere que o governo brasileiros deveria combater os privilégios e a sonegação fiscal, que atingiu R$620 milhões em 2018.

Leia o artigo na íntegra no site do Valor Econômico

Espalhe a verdade

Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe

Você tem algum conteúdo sobre a Reforma?
Envia pra gente.

Pressione um Deputado

Envie agora um e-mail para seu deputado

Cadastre-se

E receba nossos materiais